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Acordo entre União Europeia e Mercosul é debatido

Em visita ao Brasil, o presidente da Comissão Europeia demonstrou otimismo sobre a troca de ofertas entre o Mercosul e a União Europeia para a criação de uma área de livre comércio entre os blocos. Ele espera que esse movimento aconteça ainda neste ano.

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Em visita ao Brasil, o presidente da Comissão Europeia demonstrou otimismo sobre a troca de ofertas entre o Mercosul e a União Europeia para a criação de uma área de livre comércio entre os blocos. Ele espera que esse movimento aconteça ainda neste ano.

Segundo José Manuel Durão Barroso, essa foi uma "conclusão implícita" da reunião que teve nesta sexta-feira (18) com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio da Alvorada.

Dentro do governo, no entanto, a expectativa é de que isso não ocorra em 2014.
"Eu acredito que é possível [a troca de ofertas neste ano], e é para isso que vou trabalhar. Foi aliás essa a conclusão implícita das nossas conversas hoje com a presidente Dilma. Ou seja, vamos agora de ambos os lados verificar se estão criadas as condições para uma troca simultânea de ofertas", disse o português após receber o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Brasília.

DEMORA

Ele reconheceu que ainda não há uma data definida para isso, mas se mostrou incomodado com a demora das negociações.
"O Mercosul e a União Europeia andam a namorar já há 15 anos. Não será altura de dar um passo em frente e dizer que 'sim'?", afirmou para a plateia de convidados, arrancando risadas.

Segundo Barroso, estudos indicam que um acordo entre os dois blocos trará um crescimento do PIB aos países do Mercosul da ordem de US$ 5 bilhões, além de um aumento de 40% das exportações para a União Europeia.

Em entrevista à imprensa, ele afirmou que "de ambos os lados há algumas sensibilidades", mas afirmou ser possível "um movimento de redução das tarifas a nível global".

"Eu sei que aqui no Brasil interessa especialmente a área agrícola e é uma das áreas onde a Europa também tem que fazer aberturas. Ao mesmo tempo que no Brasil é importante avançar-se em relação às tarifas para produtos industriais e para serviços", exemplificou.

CRISE

Em seu discurso, ele afirmou que a crise econômica que atingiu o bloco obrigou os países membros a fazer "reformas profundas".
"A Europa tem 8% da população mundial, quase 25% do PIB global, mas mais de 50% de toda a despesa social a nível mundial. Esses números revelam bem porque a adaptação às novas realidades era inevitável", ponderou.

Diante da crise, disse, foi preciso atuar como "bombeiros e arquitetos ao mesmo tempo".

"Bombeiros para apagar o fogo. Arquitetos para lançar um novo edifício com paredes muito mais sólidas. Foi isso que fizemos ao longo dos últimos anos."

Barroso afirmou que a expectativa de crescimento do bloco em 2014 é de 1,6% e de 2% no próximo. Ele ainda apontou o desemprego, principalmente entre os jovens, como "o principal desafio que temos que enfrentar neste momento".

(Folhapress)

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