Três ativistas procurados pela Polícia Cívil do Rio de Janeiro pediram asilo político para o Uruguai, mas tiveram a solicitação rejeitada, na noite de ontem (24), apenas 24 horas após o pedido. Uma das procuradas também estaria abrigada dentro do Consulado do Uruguai, no Rio, local com imunidade diplomática, onde a polícia brasileira não pode entrar.
Eles são acusados de participação violenta em protestos contra a Copa do Mundo que ocorreram no Rio de Janeiro, inclusive com lançamento de coquetéis molotov contra policiais da Tropa de Choque.
Os pedidos de asilo político foram feitos pela advogada e ativista Eloísa Samy e pelos ativistas David Paixão e Camila Nascimento, todos acusados de participação nas manifestações contra a Copa do Mundo.
Além dos três, outros 20 réus respondem a processo por formação de quadrilha no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Segundo as acusações, o grupo estaria envolvido nos protestos, nas agressões contra os policiais e teria, inclusive, planejado incendiar a Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Uma das líderes do movimento seria a ativista Elisa Quadros, conhecida como Sininho.
Para especialistas, o pedido de asilo foi ousado e com poucas chances de ser efetivamente atendido, já que o Brasil é um país democrático de direito. A solicitação foi um instrumento muito utilizado, na América Latina, no século XX, quando pessoas buscavam fugir das perseguições políticas das ditaduras militares.
Em um vídeo publicado na internet, Eloísa Samy se considera uma “perseguida política, sendo criminalizada pela atuação na defesa dos direitos de manifestação". A advogada ainda pede “liberdade e anistia” aos presos.
(DOL com informações UOL e Portal Terra)
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