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Objetos presos com ativistas não são explosivos

Laudo do Instituto de Criminalística (IC) e do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar (PM) de São Paulo aponta que os objetos encontrados com o professor Rafael Lusvarghi, 26 anos, e o servidor do Hospital Universitário da Universidade

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Laudo do Instituto de Criminalística (IC) e do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar (PM) de São Paulo aponta que os objetos encontrados com o professor Rafael Lusvarghi, 26 anos, e o servidor do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP) Fábio Hideki Harano, 23 anos, não eram explosivos, nem inflamáveis. O advogado dos ativistas, Luiz Eduardo Greenhalgh, recebeu o documento ontem (4). O professor e o servidor foram detidos durante uma manifestação contra a Copa do Mundo, em 23 de junho, na capital paulista.

Lusvarghi e Harano estão detidos há 45 dias, em caráter temporário, denunciados por porte de material explosivo e outras acusações. Lusvarghi ocupa uma cela na carceragem do 8º Distrito Policial (DP), no centro de São Paulo, e Hideki está na Penitenciária de Tremembé, a 150 quilômetros da capital paulista. Os dois negam que estivessem portando qualquer material explosivo.

Em um dos trechos, o laudo diz: “[...] resultado negativo para substâncias acelerantes e alimentadoras de chama daquelas comumente utilizadas em artefatos incendiários do tipo 'coquetel molotov'”. O documento foi repassado à Agência Brasil pelo advogado. Em outro trecho, a conclusão dos peritos é: "Trata-se de material que apresentou composição química não compatível com aquela encontrada nos 'altos explosivos' (nitrato, nitropenta, HMX, RDX, nitroglicerina, TNT, DNT, Tetryl e etc) e nos 'baixos explosivos' (pólvora branca, pólvora negra, etc)".

A Secretaria Estadual de Segurança Pública informou que, como os fatos ainda estão sob análise da Justiça, não comentará o teor dos laudos. Em nota, a secretaria disse que as denúncias "não se baseiam apenas nos objetos encontrados com o professor e com o estudante” e que se converteram em processos judiciais e Lusvarghi e Harano continuam presos por decisão judicial.

(Agência Brasil)

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