Com tempo de propaganda mais enxuto, oito candidatos à Presidência da República revezaram-se hoje (19), no primeiro programa eleitoral gratuito na televisão entre críticas ao governo e ao sistema político-eleitoral no país. Os três partidos com candidatos mais bem colocados nas pesquisas (PT, PSDB e PSB) ocuparam a maior parte dos programas no rádio e na TV e o tempo restante foi dividido entre esses presidenciáveis, cabendo a cada eles de pouco mais de um minuto a 45 segundos para apresentar as propostas de campanha.
Entre os que têm menos tempo de propaganda, o candidato do PCB, Mauro Iasi, foi o primeiro a falar. Iasi usou seus 45 segundos para criticar o capitalismo e disse que vai dedicar sua campanha a debater os principais temas políticos e sociais de interesse dos trabalhadores.
Também com 45 segundos de propaganda reservados pela Justiça Eleitoral, Zé Maria, do PSTU, defendeu a estatização de bancos e de empresas. Segundo ele, o país precisa buscar independência financeira e não pode estar submetido à influência de banqueiros e empresários.
O candidato do PRTB, Levy Fidelix, que teve 47 segundos no horário eleitoral gratuito, criticou o atual governo, apontando retrocessos no controle da inflação e nos investimentos em infraestrutura e medidas sociais. Para Fidelix, “a educação é um caos, e o transporte, mais ainda.”
Em 45 segundos, José Maria Eyamel, do PSDC, apontou falhas nas políticas de segurança, educação e saúde e na condução da economia. O candidato disse que o país vive um momento de “perigo”, como resultado da “incompetência e da corrupção e de afrontas à Constituição”.
O candidato do PCO, Rui Pimenta, afirmou. em seu programa, que o partido não faz promessas eleitorais e defendeu uma revolução social no país. De acordo com Pimenta, as mudanças de que o país precisa devem ocorrer com a força e a mobilização da população brasileira.
Em um minuto e dez segundos, Pastor Everaldo, do PSC, defendeu os valores da família e prometeu enxugar a
estrutura do governo e privatizar serviços. Se for eleito, o candidato disse que seu governo terá foco no cidadão, “porque ninguém aguenta mais essa inversão de valores”.
(Agência Brasil)
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