A divulgação do vídeo que mostra a execução do jornalista americano James Foley (foto) em algum local do Oriente Médio não especificado por terroristas do chamado Estado Islâmico recoloca em evidência o perigo da profissão de jornalista em diversas partes do mundo.
Segundo informações do Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), pelo menos 1.071 profissionais foram mortos no exercício de seu trabalho desde 1992, com 2009 e 2012 apresentando os piores números – 74 jornalistas mortos em ambos os anos.
A pior ameaça aos jornalistas é o assassinato, que responde por 66% das mortes, acima dos conflitos, que causaram 20% das perdas de vidas. Cerca de 88% dos crimes contra jornalistas ficam impunes.
Este nível de ameaça varia de país para país. Com base nos dados do CPJ de mortes envolvendo jornalistas, a reportagem fez o ranking dos países mais perigosos para jornalistas. Veja a seguir:
1) Iraque
Jornalistas mortos: 165
O Iraque segue sendo o país mais perigoso para um jornalista trabalhar, estando quase todas as mortes, exceto uma, ligadas à invasão americana em 2003.
2) Filipinas
Jornalistas mortos: 76
O massacre de Maguidanao, nas Filipinas, foi o acontecimento mais sangrento para jornalistas documentado pelo CPJ. Pelo menos 33 jornalistas estavam entre os 58 mortos no que parece ter sido um ataque politicamente motivado em novembro de 2009. Todas as vítimas foram mortas enquanto iam assinar a ficha de candidatura de Esmael Mangudadatu, representante da oposição ao governo local.
3) Síria
Jornalistas mortos: 66
O CPJ considera atualmente a Síria, que sofre os efeitos de uma guerra civil que se prolonga desde 2011, como um dos países mais perigosos para os jornalistas, hoje, com cerca de 20 jornalistas atualmente desaparecidos e 66 mortos nos combates ou em fogo cruzado.
4) Argélia
Jornalistas mortos: 60
Os jornalistas em serviço na Argélia sofreram particularmente durante a Guerra Civil entre 1991 e 2002 , com 97% das mortes ligadas a assassinatos.
5) Rússia
Jornalistas mortos: 56
Com uma taxa de homicídios alta, a Rússia é um dos países com maior número de jornalistas sumidos: pelo menos oito ainda têm o paradeiro desconhecido
6) Paquistão
Jornalistas mortos: 54
7) Somália
Jornalistas mortos: 53
A Somália tem uma das mais altas taxas de jornalistas que foram obrigados a ir para o exílio -- 42 desde 2009. O país com mais jornalistas exilados é o Irã, com 76, enquanto a Síria é o segundo, com 44. De acordo com o CPJ, as razões por trás do exílio dos jornalistas sempre incluem ou a ameaça de prisão ou a ameaça de violência, e apenas 5% conseguem voltar para casa.
8) Colômbia
Jornalistas mortos: 45
Segundo o CPJ, 23 dos 45 jornalistas mortos na Colômbia realizaram reportagens sobre corrupção, enquanto outros 19 cobriam a política. Todos, com exceção de quatro mortes, foram homicídios.
9) Índia
Jornalistas mortos: 32
10) México
Jornalistas mortos: 30
Cerca de 80% dos jornalistas que foram mortos no México foram, em algum momento, repórteres policiais. O México tem o pior histórico entre todas as nações para jornalistas desaparecidos, com 13 deles sumidos desde 1982.
11) Brasil
Jornalistas mortos: 29
59% dos jornalistas mortos no Brasil cobriam algum caso de corrupção ou ilegalidade, como foi o caso do premiado repórter da Globo Tim Lopes, que foi torturado e morto enquanto investigava o envolvimento de menores em bailes funk promovidos pelo tráfico no Rio de Janeiro.
12) Afeganistão
Jornalistas mortos: 26
Mais de 90% das mortes de jornalistas no Afeganistão desde 1992 ocorreram desde a intervenção das Forças Aliadas no país em 1991, com 88% das vítimas mortas enquanto cobriam a guerra.
13) Turquia
Jornalistas mortos: 21
Em 2013, a Turquia respondeu pelo maior número de jornalistas presos no mundo, tendo encarcerado 40 dos 211 profissionais de imprensa presos no mundo – cinco a mais que o segundo colocado, o Irã. O número de 211 é o segundo maior desde o início dos registros, em 2000. Dos 211 presos, 124 jornalistas foram processados por crimes contra o estado, enquanto 45 tiveram acusações não oficiais.
14) Sri Lanka
Jornalistas mortos: 19
A maioria dos jornalistas que morreu no Sri Lanka perdeu a vida entre 2004 e 2009, durante a Guerra Civil do Sri Lanka, sendo que nenhuma das mortes foi julgada.
15) Bósnia
Jornalistas mortos (desde 1992): 19
Os jornalistas que trabalharam na Bósnia sofreram mais durante a Guerra da Bósnia de 1992 a 1995, à qual o CPJ atribui 100% dos 19 jornalistas mortos. Desde o fim da guerra nenhum jornalista foi morto.
(DOL, com informações do CPJ e msn)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar