Cem produtos industriais concentravam mais da metade (51,2%) das receitas de vendas do setor fabril em 2012. Naquele ano, o óleo diesel voltou a ocupar a liderança, após ter sido ultrapassado em 2011 pelo minério de ferro - cujos preços estão em declínio nos últimos anos.
Sozinho, o diesel, combustível mais usado no país, registrou vendas de R$ 54,1 bilhões, com uma participação de 2,9%. Já o minério de ferro caiu para a terceira colocação, com R$ 44,6 bilhões (2,4%).
Em segundo lugar, ficaram os automóveis, com R$ 46,4 bilhões (ou 2,5% do faturamento do setor). Em 2012, o ramo ia bem sob estímulo do IPI reduzido, cenário que não existe atualmente.
Os dados são das Pesquisas Industriais Anuais Empresa e Produto de 2012, divulgadas nesta quarta-feira (3) pelo IBGE.
Segundo o IBGE, o número de empresas do setor industrial cresceu 5% frente a 2011. O perfil, porém, segue o mesmo: as maiores concentram a fatia majoritária do faturamento da indústria.
As firmas com 500 e mais pessoas ocupadas eram responsáveis por 68,3% da receita da atividade industrial. Ao todo, empresas do setor industrial apontaram, em 2012, um faturamento de R$ 2,4 trilhões.
EMPREGO E VALOR DA PRODUÇÃO
O número de pessoas ocupadas na indústria, por seu turno, cresceu 1,7% de 2011 para 2012. Em 2012, havia no Brasil cerca de 329 mil empresas industriais com uma ou mais pessoas ocupadas, que empregaram 8,8 milhões de pessoas, uma média de 27 pessoas por empresa.
Segundo o IBGE, a fabricação alimentos permaneceu em 2012 como primeira colocada em termos de valor da transformação industrial, dado similar ao PIB do setor.
Trata-se da diferença entre o valor da produção industrial e o custo das operações (custos, empregados e outros) industriais. O segmento correspondia a 14,9% do valor gerado pela indústria. Em seguida, ficou a produção produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (9,7%).
PRODUÇÃO INDUSTRIAL
Em julho deste ano, a produção industrial do país cresceu 0,7% na comparação com o mês anterior. O desempenho interrompeu cinco meses consecutivos de queda.
Na comparação com o mesmo mês de 2013, o índice ficou negativo em 3,6%. Com esse resultado, a indústria acumulou uma perda de 2,8% neste ano.
A melhora no mês não inverte a tendência de deterioração da indústria neste ano. Nos cinco meses em retração (fevereiro a junho), o setor, um dos mais importantes da economia devido a seu encadeamento com serviços e agropecuária, somou uma perda de 3,5%.
(Diário do Pará)
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