A presidente Dilma Rousseff disse que há “uso eleitoreiro” das denúncias de corrupção na Petrobras e que seus adversários na disputa pela Presidência da República deveriam “olhar os seus telhados” antes de criticarem o governo e a estatal.
“Hoje, há (exploração eleitoreira do caso Petrobras). Até porque os dois candidatos não podem esquecer os seus telhados. Eu não vou ficar aqui falando do telhado de ninguém, mas eles devem olhar os seus telhados. O meu telhado tem a firme determinação na investigação. Ele é um telhado cobertinho pela Polícia Federal investigando, o Ministério Público com autonomia”, disse ao referir-se aos adversário Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB).
Dilma disse que há “muitos que esperam” que as denúncias reveladas, a menos de um mês das eleições, pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa atinjam sua campanha.
Em entrevista no Palácio da Alvorada, a presidente afirmou que nunca respondeu processos por improbidade administrativa, mesmo quando ocupou cargos no governo do Rio Grande do Sul e na gestão do ex-presidente Lula. Também fez uma defesa enfática da Petrobras ao afirmar que a empresa não pode ser atacada por atos cometidos por “um indivíduo”.
VAZAMENTO
A presidente convocou entrevista coletiva como ato de campanha na residência oficial da Presidência. Dilma afirmou que o “vazamento seletivo” de informações reveladas pelo ex-diretor da estatal podem resultar na anulação do processo criminal, já que as investigações correm em segredo de Justiça pela Polícia Federal.
A presidente disse que espera ter acesso ao depoimento de Paulo Roberto Costa, como solicitado pelo ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) à Polícia Federal. Dilma disse que a resposta da PF não foi “suficiente”, por isso o governo vai solicitar oficialmente ao Ministério Público e ao STF se não tiver o pedido atendido.
“Eu não quero o que dizem, quero fatos e comprovações. Também não quero atrapalhar a investigação. Considerando que não atrapalho a investigação, quero dados na medida em que vazou.”
O DEPOIMENTO
Dilma disse que espera ter acesso ao depoimento de Paulo Roberto Costa, como solicitado pelo ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) à Polícia Federal. Dilma afirmou que a resposta da PF não foi "suficiente".
(Folhapress)
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