O Ministério da Saúde habilitou 596 laboratórios de 20 estados para exames de detecção do câncer de colo do útero. Os laboratórios habilitados terão de seguir nove indicadores de qualidade, como tempo médio de liberação dos exames, que não deve passar de 30 dias a partir da entrada do material. Em todos os anos, deverão ser consolidados relatórios nacionais com os resultados do programa.
O investimento previsto para para melhorar esse tipo de serviço é estimado em R$ 19 milhões. O ministério informou que vai acompanhar, detectar, reduzir e corrigir as deficiências do processo de produção nos laboratórios, aperfeiçoando os procedimentos e minimizando a ocorrência de erros no diagnóstico da doença. De acordo com a pasta da Saúde, os laboratórios participantes do programa também terão incentivos de custeio dos exames – 10% a mais no valor dos testes feitos na faixa etária prioritária, 5% nos que estão fora dessa faixa e 30% na reavaliação das lâminas.
No Rio de Janeiro, 13 estabelecimentos foram selecionados para fazer o exame citopatológico, conhecido como papanicolau, por meio da Qualificação Nacional em Citopatologia (QualiCito). As regiões beneficiadas são: Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, com dois laboratório credenciados; Cabo Frio, na Região dos Lagos, com um; Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, com um; Volta Redonda, com dois, e Barra do Piraí, com um, no sul fluminense; Itaboraí, na região metropolitana, com quatro; Teresópolis, na região serrana, e Vassouras, no centro-sul do estado, com um.
Dados do Instituto Nacional do Câncer estimam para este ano a ocorrência de 15.590 casos novos de câncer do colo do útero no Brasil, com um risco calculado de 15,33 casos a cada 100 mil mulheres.
(DOL com informações da Agência Brasil)
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