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Dilma vê aspectos positivos no Pnad

A presidente Dilma Rousseff minimizou os resultados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgados na manhã de ontem, que mostram que a taxa de desemprego aumentou com o baixo crescimento dos postos de trabalho em 2013. Para Dil

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A presidente Dilma Rousseff minimizou os resultados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgados na manhã de ontem, que mostram que a taxa de desemprego aumentou com o baixo crescimento dos postos de trabalho em 2013.

Para Dilma, o desemprego mostrado na pesquisa é pontual e não está aumentando. A presidente também afirmou que há uma flutuação normal na estagnação da desigualdade.

“É o ano da qualidade do trabalho e do aumento da renda média. [...] Isso [aumento do desemprego] é pontual. Óbvio que as taxas de emprego não vão crescer como antes porque não tem nem para onde ir. Tem uma taxa de desemprego bem baixa no Brasil.”

“Não é só quantidade, é qualidade. Não é o copo meio vazio, meio cheio. É o copo cheio. Ou seja, mudou o padrão do Brasil em matéria de emprego e desemprego”, afirmou a presidente em sua tradicional entrevista concedida no Palácio da Alvorada.

De acordo com a pesquisa realizada pelo IBGE, a taxa de desemprego subiu de 6,1% em 2012 (menor marca da série iniciada em 2001) para 6,5%. Trata-se da primeira alta desde 2009, auge da crise global.

O número de pessoas empregadas cresceu, por sua vez, apenas 0,6% frente 2012. Foi também o pior desempenho desde a crise de 2008/2009.

A pesquisa também mostra que o processo contínuo de melhora da distribuição de renda se estancou e já sinaliza um retrocesso nessa tendência, vivida pelo país desde o Plano Real.

O índice de Gini, medida de desigualdade, passou de 0,496, em 2012, para 0,498, em 2013, no indicador que mensura exclusivamente a distribuição dos rendimentos do trabalho - melhor referência disponível na Pnad.

Apesar do resultado ruim, Dilma destacou a criação de 100 mil novos postos de trabalho em agosto: 756 mil empregos criados ao longo de 2014 até agosto. “A tendência do desemprego também é de queda. Essa Pnad é o retrato do Brasil em uma semana de setembro. O desemprego médio no Brasil está caindo sim. [...] Ninguém está em processo de desemprego criando 756 mil empregos”, disse.

Para Dilma, o modelo de distribuição de renda adotada pelos governos petistas não deve ser alterada em um eventual segundo mandato.

“Quem quer acabar com a valorização do salário mínimo, quem quer reduzir a política que financia o microempreendedor individual e uma parte grande das pequenas e micro empresas, via BNDES ou via o programa Crescer, viabilizado pelos bancos públicos, não vai segurar esse modelo de redução da desigualdade. E nós conseguimos manter isso diante da maior crise econômica do mundo”, disse.

Dilma analisou os dados da Pnad e ressaltou os aspectos positivos da pesquisa, como o aumento da formalização dos trabalhadores, aumento da ocupação de pessoas com mais de 30 anos, a queda do analfabetismo, o maior acesso a bens duráveis, como máquina de lavar, geladeiras e televisões, e acesso aos serviços essenciais, como água e energia.

O QUE FOI FEITO

Dilma ressaltou o aumento da formalização dos trabalhadores, aumento da ocupação de pessoas com mais de 30 anos, a queda do analfabetismo, o maior acesso a bens duráveis.

(Folhapress)

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