O paciente Souleymane Bah, 47, primeiro caso suspeito de ebola no Brasil, não apresenta febre ou outros sintomas típicos da doença e tem quadro estável, segundo informação dada, no final da tarde desta sexta-feira (10), pelo Ministério da Saúde.
O resultado do teste que pode confirmar ou descartar o vírus deve ser divulgado até este sábado (11).
Ao longo do dia, Chioro evitou descartar a infecção do paciente pelo ebola, apesar da ausência de sintomas. A reportagem apurou que a área técnica trata o caso como "pouco provável".
Bah desembarcou no Brasil, vindo da Guiné (um dos países mais afetados pelo vírus) e com escala no Marrocos, no dia 19 de setembro, via Guarulhos, segundo registros oficiais colhidos pelo governo federal. Deu entrada em uma unidade de saúde de Cascavel (PR) na tarde desta quinta-feira (9), dizendo ter tido febre, dor de garganta e tosse.
Apesar de não apresentar quadro febril quando chegou à UPA, foi classificado como o primeiro caso suspeito de ebola no país por seu histórico de viagem nos 21 dias anteriores e pelo relato de febre.
Bah, nacional da Guiné, foi isolado na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e transferido em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio, na madrugada desta sexta (10). No hospital, foi colhido material para o exame que vai confirmar ou descartar a infecção pelo vírus. Um exame de confirmação será feito dois dias após o primeiro.
Se descartada a suspeita com os dois exames laboratoriais, o episódio servirá como um grande "test drive" para averiguar o alerta dos serviços de saúde e cada etapa do protocolo de identificação e tratamento de um potencial caso de ebola.
"Temos que ser muito rigorosos na padronização de caso. Não podemos deixar na interpretação subjetiva do profissional de saúde. Foi isso que fez com que, nos Estados Unidos, um caso leve fosse mandado de volta para casa [e depois confirmado para ebola]", explicou Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde.
Ainda está pouco clara a rota do paciente, que se diz refugiado político, até chegar a Cascavel. O governo explica que, em termos de saúde pública, porém, é de pouco interesse esse trajeto, já que o ebola só é transmitido após o início dos sintomas – o que, nesse caso, ocorreria a partir de quarta (8).
"Quero destacar que a situação está sob controle, todos os procedimentos do protocolo foram efetivamente aplicados com muito êxito", disse o ministro.
(Folhapress)
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