Falhas diversas no pré-natal fizeram com que o país registrasse, em 2012, 11.316 casos de sífilis congênita, situação em que a gestante infectada transmite a doença para o seu bebê.
Naquele ano, a taxa de incidência da doença congênita foi de 3,9 casos por 1.000 nascidos vivos, segundo informa um estudo publicado no documento "Saúde Brasil", do Ministério da Saúde.
A meta, para o Brasil e outros países das Américas, é reduzir esse índice para até 0,5 -a partir do qual, a doença não é mais considerada um problema de saúde pública.
A sífilis congênita pode provocar a perda da gravidez e doenças importantes no bebê, que afetam coração e audição, por exemplo. E pode ser evitada em quase 100% dos casos, desde que corretamente identificada e tratada.
Além do caso da sífilis em bebês, o governo identificou 16.930 casos da doença em grávidas em 2012 -número considerado muito subestimado. Como exemplo, para 2011 eram esperados 28,5 mil casos da doença em grávidas, mas apenas metade disso foi registrado.
No período avaliado no estudo, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas e Distrito Federal apresentaram taxas de sífilis congênita maior que a taxa identificada em gestantes, indício de que a doença não está sendo diagnosticada antecipadamente nas grávidas.
(Folhapress)
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