A Petrobras divulgou nesta quarta-feira (12), comunicado em que nega ter tido conhecimento de "qualquer investigação que esteja sendo feita no âmbito do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) ou da Securities and Exchange Comission (SEC)".
A empresa diz que não recebeu, até o momento, qualquer notificação dos órgãos a respeito de abertura de possíveis investigações para identificar violação à legislação americana, a partir das denúncias feitas nos desdobramentos da operação Lava Jato.
Contratado pela Petrobras, o escritório Gibson, Dunn & Crutcher, dos Estados Unidos, especializado em FCPA (lei americana de combate a práticas corruptas no exterior), fez contato com os departamentos americanos, DoJ e SEC, para informar sobre o início da apuração de tais denúncias, segundo a empresa.
A contratação do escritório americano e também de um outro brasileiro foi realizada pela Petrobras com o objetivo de atender à exigência da empresa que audita as demonstrações financeiras da Petrobras, a PwC (PricewaterhouseCoopers), de aprofundar as investigações sobre as denúncias de corrupção. Caso não o fizesse, a PwC não auditaria o balanço do terceiro trimestre.
Em outubro, o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e o doleiro Alberto Yousseff detalharam, em depoimento à Justiça Federal, o funcionamento de um esquema de corrupção na Petrobras com a participação de empreiteiras com o objetivo de desviar recursos para partidos políticos. Todos negaram envolvimento no caso.
(Folhapress)
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