A partir deste mês, o Ministério da Saúde introduziu a vacina contra coqueluche para as gestantes nos 35 mil postos de saúde da rede pública.
A inclusão da vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) foi definida em setembro do ano passado, com o objetivo de imunizar indiretamente os bebês. Até dezembro, a intenção é vacinar 484,1 mil gestantes.
Até então, a grávida tomava três doses da vacina contra difteria e tétano. Agora, ela deve tomar duas doses dessa vacina e a terceira passa a ser a dTpa. Profissionais de saúde que atuam em maternidades e UTIs neonatais também receberão a vacina.
Para o ministério, crianças pequenas são as mais vulneráveis por ainda não terem completado o esquema básico de vacinação, com as três primeiras doses. Nas crianças, a primeira dose da vacina acontece aos dois meses de idade; a segunda aos quatro meses e a terceira aos seis meses. Posteriormente são dados dois reforços: aos 15 meses e um aos quatro anos de idade.
Por isso, vacinar as mães pode evitar um canal de transmissão ao bebê e ampliar a imunidade da criança.
Entre 2007 e 2013, 87,2% dos casos de coqueluche ocorreram em menores de seis meses. No ano passado, foram 110 óbitos em decorrência da doença. "É uma comprovação da efetividade da vacina: depois que ela está completa, reduz muito a possibilidade de a criança ter coqueluche", disse nesta segunda-feira (17) Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde.
A vacinação das gestantes já acontece em diversos países, como Estados Unidos, Alemanha e França.
"Com essa medida, a gente espera estar diminuindo no próximo ano a ocorrência desses casos em menores de 6 meses de idade. Isso não dá proteção permanente ou prolongada [à criança]. É importante a mãe saber que vai transferir anticorpos para o bebê, mas não há alteração do esquema de vacinação da criança", destacou Barbosa.
(Folhapress)
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