O presidente interino Michel Temer, afirmou ontem que o governo está “tranquilíssimo” com as recentes investigações da Operação Lava Jato e que as prisões de presidentes das empreiteiras não podem ser usadas para paralisar as obras contratadas junto ao governo federal.
“Tranquilíssimo. Não apenas tranquilo como incentivando (as investigações)”, disse Temer ao sair do seminário pelo Pacto da Boa Governança, promovido pelo Tribunal de Contas da União, em Brasília. Você sabe que tem a competência da Polícia Federal de um lado, o Ministério Público de outro, e o Congresso Nacional fazendo sua parte com a CPI, de modo que o governo está tranquilíssimo. Todas as palavras da presidenta e de todos os órgãos do governo são no sentido de incentivar as investigações”, acrescentou.
AS OBRAS
Para Temer, as recentes investigações não comprometerão a gestão da presidente da Petrobras, Graça Foster, e não devem ser motivo para paralisar as obras em andamento sob responsabilidade das empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção.
No entanto, o vice-presidente indicou que a presidente Dilma Rousseff pode mudar a diretoria da estatal, inclusive demitindo a presidente Graça Foster. “Certamente Dilma fará deliberações sobre isso no final do ano em relação a essa matéria”, disse.
Segundo Temer, o que pode acontecer daqui para frente é uma repactuação nos contratos das grandes obras no país. Isso significaria reavaliar os contratos e identificar o que foi pago a mais. As empresas teriam que devolver o montante para o governo mas poderiam continuar administrando as obras.
“O que eu penso é que pode haver ou uma repactuação para eliminar os eventuais exageros ou em segundo ponto é que eventual inidoneidades se deem em relação ao contrato atualmente existente”, disse.
A ideia foi defendida também pelo presidente do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes. Para ele, a paralisação das obras geraria mais prejuízos para o país. “Parar obras gera desemprego. Temos que ter um cuidado muito grande. Repactuar esses contratos seria o caminho ideal e falei sobre isso com o Michel Temer, que reagiu de forma positiva.
REPACTUAÇÃO
Segundo Temer, o que pode acontecer daqui para frente é uma repactuação nos contratos das grandes obras no país. Isso significaria reavaliar os contratos e identificar o que foi pago a mais.
(Folhapress)
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