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Suplemento Mayhem teria substâncias proibidas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta terça-feira (18) um alerta aos consumidores sobre a constatação da presença de medicamentos no suplemento alimentar Mayhem. “O produto não está regularizado no Brasil, mas eventualmente, p

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta terça-feira (18) um alerta aos consumidores sobre a constatação da presença de medicamentos no suplemento alimentar Mayhem. “O produto não está regularizado no Brasil, mas eventualmente, pode ter sido importado para uso pessoal”, destacou a agência.

Em nota, a Anvisa informou que recebeu uma notificação emitida pelo órgão norte-americano de alimentos e medicamentos (Food and Drugs Administration – FDA) sobre o recall do suplemento dietético Mayhem, fabricado pela empresa Chaotic Labz. O motivo foi a detecção das substâncias medicamentosas dexametasona e ciproeptadina, não declaradas no rótulo do produto.

O dexametasona é um corticosteroide usado no tratamento de condições inflamatórias e o uso pode levar à dificuldade do organismo em combater infecções e causar aumento do nível da glicemia, danos musculares e distúrbios psiquiátricos. Quando usado por longos períodos ou em altas doses, o medicamento pode provocar problemas na glândula adrenal e causar sintomas de abstinência com a interrupção abrupta.

A ciproeptadina é um anti-histamínico que pode provocar sonolência e afetar a agilidade mental. Além disso, segundo a Anvisa, os medicamentos presentes no produto Mayhem podem causar sérios efeitos colaterais quando combinados com outros produtos.

A agência ressaltou ainda que o suplemento contém em sua lista de ingredientes extratos vegetais, cuja segurança não foi avaliada, sendo considerado, portanto, irregular, de acordo com a legislação sanitária brasileira.

Por se tratar de um produto comercializado internacionalmente por meio de uma ampla gama de canais de distribuição, a Anvisa recomenda aos consumidores brasileiros que não façam uso dele, já que não atende à legislação do país, particularmente sobre a avaliação de segurança. O produto é comercializado na internet e também pode ser adquirido por meio da importação direta.

(Agência Brasil)

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