O Brasil é, hoje, o terceiro maior produtor mundial de bauxita e alumínio. E o Pará, sozinho, responde pela oferta de 87% de toda a bauxita produzida no país, de 54% de toda a alumina e por 35% do alumínio primário. O Brasil é também detentor da terceira maior reserva de bauxita do planeta, ficando atrás apenas de Guiné e Austrália.
E de todas as reservas brasileiras de bauxita, 80% estão localizadas no Pará. “Esses dados fazem do Pará, disparado, o Estado mais importante para a cadeia nacional do alumínio”, afirmou ontem, ao final da primeira manhã de trabalho, o presidente Abal, Milton Rego.
A posição estratégica ocupada pelo Pará na cadeia do alumínio tem o reconhecimento consensual das empresas do setor (Hydro, Alcoa e Votorantim Metais), esta última com um empreendimento em fase inicial de implantação de um projeto integrado – mina de bauxita e refino de alumina – no município de Rondon do Pará. O coordenador de sustentabilidade do Projeto Alumina Rondon, Sérgio Oliveira, disse ontem que a empresa já obteve a Licença Prévia (LP) e deverá protocolar na Sema, no final do primeiro trimestre de 2015, o pedido da Licença de Instalação. O cronograma do projeto vai depender, portanto, do rito de licenciamento.
Sérgio Oliveira informou que o empreendimento da Votorantim Metais prevê a produção de 3 milhões de 8 milhões de toneladas/ano de bauxita e 3 milhões de toneladas de alumina. “Nós temos um projeto integrado de mina e refinaria. Estamos levando a fábrica para onde está o minério”, disse ele, destacando que esse arranjo de engenharia, incomum no setor, representa um grande diferencial para a operação da empresa no Pará.
As reservas de bauxita cubadas pela Votorantim em Rondon do Pará totalizam 1,3 bilhão de toneladas, volume que projeta uma vida útil da mina de 150 anos, considerando-se o nível de produção de sua fase inicial.
Só o depósito controlado pela empresa em Rondon, para que se tenha ideia de sua grandeza, é maior que todas as reservas de bauxita da China, um grande importador de insumos e que hoje fornece quase a metade de todo o alumínio consumido no mundo. Boa parte dele, inclusive, no Brasil.
(Diário do Pará)
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