Mesmo com a economia brasileira fora do quadro de recessão, a arrecadação de tributos e outras contribuições federais teve em outubro outro resultado fraco, com queda de 1,3% em relação a outubro de 2013, descontada a inflação do período. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (24) pela Receita Federal, o governo federal arrecadou R$ 106,2 bilhões em outubro.
No ano, o governo arrecadou R$ 968,7 bilhões, valor 0,45% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. É um avanço inferior à projeção do governo, que conta com um crescimento em torno de 1% da arrecadação.
No último relatório bimestral de receitas e despesas, divulgado na semana passada, o governo estimou uma arrecadação de R$ 1,046 trilhão no ano. Até setembro, o governo previa uma arrecadação R$ 38,4 bilhões maior.
RECEITAS
A arrecadação deste ano tem sido inflada pelas receitas extraordinárias de tributos em atraso, cujo pagamento foi facilitado pelo governo por meio do programa de parcelamento de dívidas, o chamado Refis, que foi reaberto em meados de novembro.
O programa engordou o caixa do governo em R$ 10,4 bilhões de agosto a outubro, valor abaixo do esperado pelo governo.
Com o Refis, o caixa do Tesouro engordou em R$ 7,1 bilhões em agosto, quando foi inaugurado, R$ 1,6 bilhão em setembro, e R$ 1,6 em outubro. A Receita esperava arrecadar R$ 2,2 bilhões em outubro com o Refis.
Os maiores baques de arrecadação em outubro foram do Imposto Renda da Pessoa Jurídica e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido). Juntos, esses dois impostos somaram R$ 19,3 bilhões, uma queda de R$ 3,1 bilhões em relação a outubro de 2013.
Imposto de Importação também teve uma queda significativa, de R$ 699 milhões em relação a outubro de 2013, fechando o mês em R$ 5,5 bilhões.
(Folhapress)
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