A falta de programas de combate ao trabalho escravo propicia a manutenção dessa prática nas cidades brasileiras, segundo uma pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgada nessa sexta-feira (28).
De acordo com o estudo, 62,3% dos municípios flagrados com situações análogas à escravidão não possuíam programas de combate a esse tipo de exploração (em 2013, 316 municípios tiveram casos de trabalho escravo registrado, e 197 cidades dessas não tinham ações combativas).
O relatório foi produzido pelo escritório da OIT no Brasil, em cooperação com o IBGE e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). A pesquisa também teve o apoio da União Europeia. O conjunto de dados é distribuído em dez áreas temáticas.
O Brasil ainda possui 155.300 brasileiros submetidos a condições consideradas degradantes de trabalho, segundo o estudo da Walk Free Foundation (organização internacional que analisa dados sobre escravidão moderna), apesar de ter melhorado no ranking global de trabalho escravo em 2014.
Um projeto de lei que regulamenta medidas para proibição de trabalho escravo no Brasil foi aprovado no início de novembro no Congresso Nacional. Também foi aprovada uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que determina a expropriação de terras onde forem registradas situações análogas à escravidão. O projeto ainda não foi aprovado pelos plenários do Senado e da Câmara.
(DOL com informações UOL)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar