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Quase a metade dos adultos no Brasil é sedentária

Quase a metade dos adultos (46%) no Brasil são sedentários, segundo Pesquisa Nacional de Saúde. O levantamento foi feita em 2013, pelo IBGE, e aponta que cerca de 67,2 milhões de pessoas não faziam exercício físico. O ranking de sedentarismo é liderado p

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Quase a metade dos adultos (46%) no Brasil são sedentários, segundo Pesquisa Nacional de Saúde. O levantamento foi feita em 2013, pelo IBGE, e aponta que cerca de 67,2 milhões de pessoas não faziam exercício físico.

O ranking de sedentarismo é liderado pelas mulheres, com 51,5% ou 39,8 milhões, contra 39,8% ou 27,4 milhões dos homens.

O percentual de mulheres "insuficientemente ativas" varia de 50,3% na região Sul a 56,4% na região Norte --que também lidera o maior número de pessoas sedentárias (48,1%). Entre os homens, essa variação fica entre 37,3% no Nordeste e 41% no Sudeste.
Mais da metade (62,7%) das pessoas de 60 anos ou mais estava inativa no último ano. Já o grupo menos sedentário é o de idade entre 18 e 24 anos, chegando a 36,7%.

Das pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, 50,6% são "fisicamente inativos", sendo este o grupo mais representativo entre os demais. Em relação à raça, os brancos são um pouco mais sedentários (47,9%) do que os pardos (44,8%) e os pretos (42,4%).

O estudo aponta que um dos fatores que levam ao sedentarismo é o hábito de assistir televisão. O Sudeste lidera a lista de moradores (31%) que aderiam ao costume em 2013. O Rio de Janeiro é o Estado com o maior número (40,4%), seguido por Espírito Santo (29,4%), São Paulo (28,9%) e Minas Gerais (28,1%).

GORDURA EM EXCESSO

A pesquisa revela ainda que 37,2% das pessoas de 18 anos ou mais de idade consomem carne ou frango com excesso de gordura no país, sendo a maioria na região Centro-Oeste (45,7%) e a minoria do Nordeste (29,7%). Deste total, quase a metade (47,2%) dos homens ingerem gordura nesses alimentos, contra 28,3% de mulheres.

A coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Maria Lucia Vieira, uma das responsáveis pela pesquisa, afirma que esse é mais um fator de redução de tempo de vida dos homens.

O estudo também apontou que a raça preta (39,7%) consome um pouco mais gordura que a branca (35,9%).

GULOSEIMAS

Outro hábito de alimentação considerado não saudável é o consumo regular de doces como bolos, tortas, chocolates, balas ou biscoitos em cinco dias ou mais na semana. No Brasil, o percentual de pessoas com esse hábito é de 21,7%. As mulheres consomem um pouco mais de guloseimas (22,4%) do que os homens (20,9%).

Mesmo assim, 70,3% dos homens consideram sua saúde como boa, contra 62,4% das mulheres. Em relação aos grupos de idade, quanto maior a faixa etária, menor o percentual. 81,6% das pessoas com idades entre 18 a 29 anos dizem considerar sua saúde boa, enquanto 39,7% das pessoas com 75 anos ou mais têm a mesma opinião.

FRUTAS, VERDURAS e FEIJÃO

O percentual pessoas com 18 anos ou mais que consumiam a porção recomendada de hortaliças e frutas chegava a 37,3% –sendo a maioria mulher (39,4%), contra 34,8% de homens. A maioria com idade de 60 anos ou mais (40,1%).

Outro dado que chamou a atenção foi que as pessoas com menos instrução (77,3%) são as que mais consomem feijão, contra 54,9% de pessoas com nível superior. Já com o consumo de frutas e verduras esse número se inverte, e os graduados consomem mais desses alimentos (45,9%) do que os sem instrução e com ensino fundamental incompleto (33%).

Mesmo assim, o feijão ainda é o prato mais consumido pelos brasileiros (71,9%), atingindo 67,6% das mulheres e 76,8% dos homens. "Pode ser por causa da dieta, mas não levantamos o motivo no estudo", explicou a coordenadora do estudo.

(Folhapress)

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