A presidente Dilma Rousseff começou a definir ontem o espaço do PT no governo ao oficializou a escolha de sete novos ministros para seu segundo mandato, cinco deles petistas.
Ao nomear Ricardo Berzoini para as Comunicações, Miguel Rossetto na Secretaria-Geral e Patrus Ananias (MG) para o Desenvolvimento Agrário, Dilma fez um aceno à ala mais à esquerda do partido, que vinha manifestando fortes discordâncias com a formação do primeiro escalão.
As escolhas anunciadas nesta segunda também refletem o afastamento de aliados do ex-presidente Lula de posições chave no Palácio do Planalto, com a saída de Gilberto Carvalho da Secretaria-Geral e de Ricardo Berzoini das Relações Institucionais. Os dois são ligados a Lula.
Seus substitutos, Miguel Rossetto e Pepe Vargas, ambos do PT gaúcho, fazem parte da ala dilmista do partido, juntamente com Aloizio Mercadante, titular da Casa Civil.
A intenção de Dilma é ter pessoas de sua confiança ocupando os postos principais no Planalto. Rossetto e Vargas são de uma corrente ideológica menos expressiva no PT, a Democracia Socialista, que não se alinha com a cúpula do partido e os aliados de Lula.
Com o anúncio dos novos ministros, Dilma indica que o espaço do PT no segundo mandato será reduzido - hoje o partido ocupa 16 pastas. A principal queixa do partido é a perda do Ministério da Educação para Cid Gomes (Pros-CE).
Para compensar, o partido tentou retomar o Trabalho, mas esbarrou na resistência do PDT.
(Folhapress)
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