A doutoranda Miriam França, 31 anos, foi solta na manhã desta terça-feira (13), após o juiz José Arnaldo dos Santos Soares, da comarca de Jijoca de Jericoacoara (CE), revogar a prisão temporária da farmacêutica.
O magistrado declarou que “as contradições apresentadas pela estudante no depoimento não seriam suficientes para a prisão”. O juiz disse ainda que não existem razões fundamentais para comprovar a autoria ou participação de Miriam no crime.
A prisão de Miriam ocorreu no último dia 29 de dezembro, como suspeita de assassinar a italiana Gaia Molianari, encontrada morta na praia de Jericoacoara.
A polícia informou que Miriam foi contraditória no depoimento e, por isso, foi presa. Para os defensores públicos, não houve contradições. “Nós temos esses depoimentos e as acareações que a delegada Patrícia Bezerra utilizou para justificar a prisão. Essas contradições, conforme a delegada, se devem a pequenos detalhes, a dados periféricos que em nenhum momento levam a crer que foi ela a responsável por esse fato”, disse a defensora Gina Moura.
PRECONCEITO
O caso ganhou repercussão após os militantes do movimento negro no Brasil declararem que a prisão da farmacêutica deve ser atrelada ao racismo institucional. Francisca Sena, integrante do Instituto Negra do Ceará, chegou a afirmar que é um “racismo institucional praticado pela polícia de modo geral” já que outras pessoas suspeitas do crime não foram detidas.
(DOL com informações do Correio Nagô)
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