Uma sequência de falhas humanas foi a causa do acidente aéreo que vitimou o ex-governador de Pernambuco e presidenciável do PSB, Eduardo Campos, em agosto de 2014, segundo investigações da Aeronáutica que começam a ser divulgadas no início de fevereiro. Falta de treinamentos para aeronaves e manobras incorretas são algumas das causas apontadas.
Segundo o relatório, o piloto – Marcos Martins - teria pouco treinamento para pilotar a aeronave Cessna 560 XL, concluída em 2010 e considerada nova e sofisticada. O piloto não teria passado pelo simulador da aeronave, incusive.
A investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, órgão da Aeronáutica (Cenipa) concluiu anda que o piloto não tinha uma boa relação com o copiloto (que teria pedido para não voar mais com Marcos Martins). O comandante da aeronave também teria se declarado “cansadaço” nas redes sociais, dia antes da tragédia.
O levantamento do Cenipa também afirma que o piloto tentou usar um “atalho” para acelerar o procedimento de descida, o que teria resultado em uma “desorientação espacial” (quando o piloto perde a referência do avião em relação ao solo, não sabe se está voando para cima, para baixo, em posição normal, de lado ou de ponta cabeça).
Essa conclusão sobre a "desorientação espacial" baseou-se em informações sobre os últimos segundos do voo, no momento em que o avião embicou num ângulo de 70 graus e em potência máxima, como se o piloto acelerasse pensando que estava em movimento de subida, quando na verdade estava voando para baixo, rumo ao solo.
O acidente ocorreu na manhã de 13 de agosto de 2014, quando o Cessna 560 XL saiu do aeroporto Santos Dumont, no Rio, rumo à Base Aérea de Santos, no Guarujá, em São Paulo. Por volta de 10 horas, a aeronave caiu em Santos, no bairro Boqueirão. Além de Eduardo Campos, que estava em terceiro lugar na corrida presidencial, morreram quatro assessores dele, o piloto e o copiloto Geraldo Magela Barbosa
(DOL com informações Istoé Dinheiro)
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