O Ministério Público Estadual informou nesta terça-feira (20) que o policial militar Luís Paulo Brentano, acusado de disparar três tiros que tiraram a vida do surfista catarinense Ricardo dos Santos, conhecido como Ricardinho, já havia sido denunciado por abuso de autoridade, em Joinville (a 170 km de Florianópolis), em 2010, e por lesão corporal, na capital catarinense, em 2013. Nos dois casos, a Justiça julgou a acusação improcedente. De acordo com a Promotoria, o militar responde a outros dois processos que correm em segredo de Justiça.
A coronel Claudete Lehmkhul, porta-voz da PM em Santa Catarina, afirmou que o soldado já foi alvo de inquérito interno por "desentendimento com colegas". Mas ponderou que ele "é muito elogiado no batalhão onde trabalha". Brentano está na corporação desde 2008. Atua no setor de inteligência da PM em Joinville.
De acordo com a Polícia Civil, Ricardinho foi baleado após discutir com o soldado na frente de casa. Segundo o delegado Marcelo Arruda, a família alega que o militar estava usando drogas e havia parado o carro sobre canos de água usados em uma obra na residência; o surfista teria reclamado e foi baleado.
Na versão do soldado, apresentada em depoimento na segunda-feira, o surfista o abordou com agressividade e o ameaçou com um facão. Por isso, disse, atirou para se defender.
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(Folhapress)
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