O governo estadual criou nesta quarta-feira (4) o comitê da crise hídrica. A informação foi publicada no Diário Oficial do Estado. O objetivo do órgão será discutir com os prefeitos medidas para amenizar a falta de água na Grande São Paulo e informar sobre medidas restritivas "de modo a proporcionar tempo hábil para adoção de medidas adaptativas pertinentes".
A medida vem depois de prefeitos criticarem a falta de transparência da gestão Geraldo Alckmin (PSDB) durante a crise. "Não podemos receber uma notícia como a do rodízio pela televisão. O momento é de crise e, por isso, as informações não podem ser transmitidas assim", reclamou o prefeito de Santo André, Carlos Grana (PT), na semana passada.
Também será função do comitê debater a implementação de leis restritivas ao uso de água, como a aplicação de multas para quem lava carros e calçadas.Além dos prefeitos, fazem parte do órgão vários secretários estaduais, como de Recursos Hídricos, Saúde, Segurança e Meio Ambiente.
O decreto que cria o comitê não cita a Sabesp, mas o governo estadual afirma que a empresa fará parte do grupo pois é subordinada à pasta de Recursos Hídricos. Também está aberta a participação de universidades, organizações não governamentais ambientais e entidades de classe.
(Folhapress)
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