Investigado na nona etapa da Operação Lava Jato, o empresário João Gualberto Pereira Neto, sócio da empresa catarinense Arxo, se entregou à Polícia Federal por volta das 18h40 desta sexta (6).
Pereira Neto tinha um mandado de prisão temporária contra si desde quinta (5), quando foi deflagrada a nona fase da operação. A Arxo, fabricante de tanques de combustível, é suspeita de ter pago propina em licitações da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. A empresa nega e diz que vai esclarecer todas as informações.
A investigação chegou à Arxo a partir do depoimento de uma ex-funcionária, que denunciou o pagamento de propina. Em viagem a Miami havia três meses, o empresário já estava com a volta programada para o Brasil para esta sexta. Pela manhã, chegou a São Paulo, e em seguida foi a Curitiba, sede das investigações da Lava Jato.
Além de Pereira Neto, outros dois executivos da Arxo estão presos temporariamente: Gilson João Pereira, sócio da empresa, e Sérgio Marçaneiro, diretor-financeiro.
A prisão temporária vale por cinco dias, prorrogáveis por mais cinco. Além dele, outras 16 pessoas, sendo 13 executivos, estão presos na superintendência da PF por suspeita de envolvimento com corrupção em obras da Petrobras.
(Folhapress)
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