Quase uma semana depois da explosão de um navio-plataforma no Espírito Santo, quatro pessoas continuam desaparecidas e cinco internadas em hospitais da região metropolitana de Vitória, segundo o último boletim da operadora BW Offshore, divulgado na noite desta segunda (15).
O incidente foi causado por um vazamento de gás na casa de bombas da embarcação, na quarta-feira (11). Havia 74 trabalhadores no local. Ao menos cinco pessoas morreram.
Denominada FPSO Cidade São Mateus, a plataforma é propriedade da BW, que presta serviço para a Petrobras em extração de óleo e gás.
Segundo a operadora, o navio está estável, sem entrada de água do mar e com o casco íntegro. Desde domingo (14), mergulhadores instalam tampas nas caixas de mar -processo anterior à retirada da água interna da embarcação.
Imagens da plataforma divulgadas pela Marinha na quinta (12) mostravam a unidade levemente inclinada na parte anterior, onde localiza-se a casa de máquinas, perto do local da explosão. Para especialistas consultados, a explicação, apenas pela imagem, pode ser pelo derramamento de água internamente. Aparentemente, não há indicação de risco de afundamento.
Na sexta (13), a ANP decidiu interditar o navio. A Petrobras foi notificada a entregar documentos que possam ajudar a investigar o acidente e a não alterar nem fazer modificações ou obras na área do acidente "a não ser que haja necessidade crítica de estabilização estrutural".
(Folhapress)
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