As escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro deveriam renovar as fontes de recursos para não depender apenas de contratos vinculados aos enredos com os quais vão se apresentar no Sambódromo. Este foi o caso da Beija-Flor em 2015, que recebeu cerca de R$ 10 milhões para desfilar com uma referência à Guiné Equatorial, país que há mais de 35 anos vive sob uma ditadura. A avaliação é do chefe do Departamento de Marketing da Escola Superior de Propaganda e Marketing e especialista em carnaval, Marcelo Guedes. “A Portela tem uma quadra que é um ícone do samba, da feijoada da Tia Vicentina. Ela pode explorar esse ponto porque é uma grande fonte de receita. Além disso, precisa ter a inciativa privada ajudando”.
Para Guedes, essa ajuda tem que ter critério para não arranhar a identidade da escola. “É preciso uma forma ética, porque hoje tudo acaba exposto. Hoje é cada vez mais necessário ter preocupação com o critério”, completou.
As escolas têm custos elevados para se manter na elite do carnaval carioca e, na avaliação do professor, precisam desenvolver mais ações de marketing. Uma forma de ampliar as fontes de recursos seria assinar contratos durante o ano com empresas que tenham produtos de interesse de torcedores e frequentadores das quadras.
O especialista não acredita que a criação de um regulamento específico possa evitar que as agremiações façam contratos polêmicos como o da Beija-Flor. “O carnavalesco tem que ter liberdade para criar”.
A Empresa de Turismo do Município do Rio destinou R$ 1 milhão aos desfiles de cada agremiação este ano.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar