O Brasil perde R$ 100 bilhões por ano com o contrabando de produtos. De acordo com o Instituto de Ética Concorrencial (Etco) e com o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), esse é o prejuízo do país com sonegação e perdas de cada setor do comércio, de acordo com números divulgados hoje (3), em Brasília.
A ideia é que o dia 3 de março seja, a partir de agora, o Dia Nacional de Combate ao Contrabando, segundo o Movimento em Defesa do Mercado Legal, formado por 70 entidades, representadas pelo Etco e pelo FNCP. Para marcar o dia, ações ocorreram em São Paulo, Brasília e Foz do Iguaçu. Dentre elas, destruição de produtos contrabandeados e divulgação de quanto o contrabando custa aos cofres do país.
Em 2014 foram apreendidos R$ 515 milhões em cigarros contrabandeados. O produto é protagonista no cenário do contrabando no Brasil. Outros produtos, no entanto, também apresentam números significativos. No mesmo período foram apreendidos R$ 151 milhões em eletrônicos, R$ 94 milhões em vestuário e R$ 55 milhões de óculos de sol. As entidades mostram ainda que a alta carga tributária no Brasil acaba sendo um obstáculo no combate ao contrabando. Enquanto no Paraguai os impostos giram em torno de 10% do valor dos produtos, no Brasil as taxas são muito superiores.
De acordo com estudo da Etco e da FNCP, os óculos de sol no Brasil carregam 44% de seu preço em impostos e metade do preço de aparelhos de DVD são de carga tributária. E não à toa os cigarros são campeões de contrabando. Consumidores preferem comprar cigarros vindos ilegalmente do Paraguai, em vez de pagar 70% do valor em impostos no cigarro brasileiro.
(Agência Brasil)
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