Funcionários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuários (Infraero) que trabalham no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, são suspeitos de desviar produtos guardados no setor de achados e perdidos.
A denúncia aponta que os funcionários diziam que os objetos de valor achados, incluindo como celulares, eletrônicos e mercadorias de marcas luxuosas, seriam doados para uma ONG, porém isso não acontecia. Segundo a Procuradoria da República, os objetos eram levados para a casa onde mora uma prima do atual diretor de aeroportos da Infraero, Marçal Rodrigues Goulart, que na época era gerente de operações do aeroporto.
Marçal é apontado como líder do esquema, entre 2004 e 2007. O diretor da Infraero, João Mário Jordão, também é suspeito. Ao todo, o Ministério Público Federal denunciou sete pessoas pelo esquema, seis delas funcionárias da Infraero.
A denúncia aponta ainda que passaportes, principalmente o norte-americano, que tem alto valor no mercado negro, eram alvos do esquema.
O Ministério Público pede o bloqueio dos bens dos funcionários envolvidos e a condenação deles por improbidade administrativa, além de terem que devolver aos cofres públicos o valor desviado, que ainda não foi estimado no processo.
Em nota, a Infraero informou que abriu sindicância, mas arquivou o caso por não encontrar irregularidades.
(DOL com informações da Band)
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