O Ministério Público Federal confirmou no início da tarde desta quinta-feira (12) que fez pedido de prisão preventiva do juiz Flávio Roberto Souza, que julgava as ações contra Eike Batista. Até o momento, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (Rio e Espírito Santo), que conduz o processo de investigação contra o magistrado, não havia confirmado se o pedido foi ou não aceito. De acordo com a coluna "Radar" do site da revista "Veja", a Justiça Federal já teria negado o pedido.
O juiz Souza era o titular da 3ª Vara Criminal Federal, da Justiça Federal do Rio, mas foi afastado da condução dos processos contra o Eike depois de ter sido flagrado dirigindo um carro do empresário e ter guardado em seu condomínio outros dois carros e um piano do réu. À época, o juiz alegou ser "absolutamente normal" o juiz ter a guarda de bens apreendidos de réus em processos que ele mesmo julga.
Eike responde a ações criminais por suposta prática de manipulação de mercado e "insider trading", que é o uso de informações privilegiadas, no processo de vendas das ações das empresas OGX e OSX. A defesa do empresário nega.
Atualmente de licença médica, Souza está neste momento sendo investigado pela corregedoria e também pelo Ministério Público Federal. Ainda não há uma ação penal instaurada contra o empresário. O MPF ainda não apresentou denúncia, embora tenha pedido a prisão preventiva do juiz investigado. O passaporte de Souza já havia sido solicitado pela Justiça e foi entregue nesta segunda-feira (9) pelo seu advogado, Renato Tonini à Justiça. A reportagem não conseguiu contato com o juiz Souza nem com seu advogado para comentar sobre o pedido de prisão preventiva.
(Agência Brasil)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar