Depois de apresentar candidatura avulsa para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o pastor Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ) acabou sendo eleito presidente da comissão que vai analisar o projeto do Estatuto da Família (PL6583/13), que proíbe a adoção de crianças por casais gays e mulheres solteiras, entre outros.
O parlamentar foi eleito por acordo entre os partidos. Além de Sóstenes, a comissão terá ainda deputados com posicionamentos considerados reacionários, como Irmão Lázaro (PSC-BA) e o pastor Marco Feliciano (PSC-SP).
O deputado explicou que pretende preservar o conteúdo original do projeto, que define entidade familiar como núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher.
POLÊMICA
A deputada Érika Kokay (PT-DF) afirmou, no momento de instalação da comissão, que o projeto contribui para fortalecer a homofobia e a violência. Ela lembrou a morte do jovem Peterson Ricardo de Oliveira, de 14 anos, que foi assassinado na última segunda-feira (9) por ser filho de um casal gay. “Estou aqui para fazer o contraponto a essa proposta e dizer que não me sinto à vontade de participar desse processo eleitoral”, disse Kokay. A deputada se retirou logo em seguida e chegou a ser provocada por pessoas presentes à eleição que diziam que "família é só homem e mulher".
Já à frente da Comissão de Direitos Humanos estará o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), eleito nesta quinta-feira (12).
A Comissão de Direitos Humanos (CDH) é vista como estratégica pelos evangélicos e pela chamada “bancada da bala”, já que o colegiado discute políticas em defesa de minorias, como a comunidade gay e vítimas de truculência policial, por exemplo.
(DOL com informações da Agência Câmara)
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