O ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato de Souza Duque foi preso nesta segunda-feira (16). Com o início a décima fase da Operação Lava Jato batizada de "Que país é esse?", 40 policiais federais estão envolvidos na ação que investiga associação criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e fraude em licitação.
Além de Duque, preso na casa dele, no Rio de Janeiro, o empresário paulista Adir Assad, investigado na CPI do Cachoeira, também foi preso. As prisões de ambos são preventivas.
Desde às 6h de hoje, a PF cumpre 18 mandados no Rio de Janeiro e em São Paulo. Mais quatro mandados de prisão temporária, com prazo de 5 dias, e 12 mandados de busca e apreensão serão cumpridos ainda hoje. A prisão preventiva não tem data para terminar, dependendo de decisão judicial.
O ex-diretor foi preso pela primeira vez durante a sétima fase da Operação Lava Jato, ficando na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, mas acabou sendo liberado no dia 3 de dezembro, depois um alvará de soltura assinado pelo ministro Zavascki.
No inicio do ano um documento foi encaminhado pelo procurador Rodrigo Janot ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a revogação do habeas corpus de Duque. O procurador acreditava que Duque poderia fugir do país.
O advogado Alexandre Lopes de Oliveira, que representava Duque à época da prisão do ex-diretor, foi procurado pelo G1, mas não foi encontrado para comentar o documento assinado por Janot.
(DOL)
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