Em meio à crise, surgiu mais uma notícia negativa para a Petrobras. O crescimento da produção de petróleo - que significa mais recursos em caixa para a companhia - estancou-se em fevereiro. A extração em campos no país ficou em 2,146 milhões de barris por dia, 2,1% abaixo do patamar de janeiro (2,192 milhões de barris/dia).
Segundo a Petrobras, a redução nos volumes produzidos em fevereiro decorreu, principalmente, em razão de paradas programadas para manutenção das plataformas P-19, no campo de Marlim (um dos mais produtivos da estatal), e P-58, no Parque das Baleias, ambas na bacia de Campos -mais importante área de extração de óleo do país, apesar do crescimento recente do pré-sal.
Também parou o navio-plataforma de produção e estocagem Cidade de Angra dos Reis, no campo de Lula, o primeiro a ser descoberto e o mais produtivo do pré-sal na bacia de Santos. "A queda de produção, associada a estas paradas, foi parcialmente compensada pelo início de operação de sete novos poços marítimos no mês de fevereiro, nas bacias de Campos e Santos", diz a estatal, em nota.
A Petrobras ressalta que, apesar da queda, a produção na camada pré-sal das bacias de Santos e Campos bateu novos recordes em fevereiro: no dia 26, foram extraídos 555 mil barris/dia da fatia dos campos que cabe à estatal; considerada a parte dos sócios, o volume chegou a 737 mil barris/dia.
A extração total de óleo e gás, em fevereiro, somou 2,801 milhões de barris/dia, 1,5 % inferior ao volume registrado em janeiro (2,845 milhões de barris).
(Folhapress)
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