Com placas com os dizeres "prédios não", "100% verde" e "só verde no parque Augusta" moradores, simpatizantes e ativistas do movimento em defesa da criação do parque Augusta fizeram um "abraçaço" na tarde deste sábado (21) em frente aos muros do terreno, próximo à praça Roosevelt, no centro de São Paulo.
A manifestação começou com a união de mãos dos participantes em volta dos muros que cercam a área, onde está prevista a construção de um conjunto residencial com três edifícios. No início do mês, houve a reintegração de posse do terreno, que era ocupado por ativistas desde 17 janeiro.
"Este é um espaço público, precisamos desta área verde para a Augusta", defende Doroteira Brasil, professora aposentada que mora há 25 anos na região. O abraço foi feito no meio da rua Augusta, entre as ruas Caio Prado Jr. e a Marquês de Paranaguá. Motoristas buzinavam e palmas de pedestres foram ouvidos durante o ato.
Representantes de outros movimentos de criação e manutenção de áreas verdes também estiveram presentes no ato. "Criamos no ano passado a Rede Novos Parques, lutando para que sejam criadas 25 áreas verdes na capital. Uma de nossas propostas é a criação de uma zona especial de regeneração orgânica, uma nova forma de zoneamento, que não permite construções nessas áreas", afirma Wesley Rosa, do movimento em defesa do parque dos Búfalos, área verde na região da Pedreira, na zona sul da cidade.
Durante o protesto houve a coleta de assinaturas para a criação do parque. Segundo os organizadores, desde o início do movimento já foram recolhidas 15.200 assinaturas. "Este não é apenas um movimento contra a especulação imobiliária ou pela defesa das áreas verdes, mas sim em prol da cidade que a gente quer", afirma Sérgio Carrera, um dos organizadores do evento.
(Folhapress)
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