Depois de três dias seguidos em queda, o dólar subiu nesta quarta-feira (25), chegando a R$ 3,20 no valor máximo do dia. A alta ocorreu após Banco Central anunciar o fim de seu programa de intervenções diárias no mercado de câmbio, com leilões que equivalem à venda futura de dólares.
O ressurgimento das tensões políticas no país, com a demissão do ministro Thomas Traumann da Secretaria de Comunicação Social e novas disputas entre o governo e o Congresso em relação à aprovação de medidas de ajustes fiscais também contribuíram para a alta da moeda, de acordo com analistas ouvidos pela reportagem.
O dólar à vista, referência no mercado financeiro, subiu 1,76%, para R$ 3,181. E o dólar comercial, usado em transações no comércio exterior, teve alta de 2,36%, para R$ 3,201.
A Bolsa brasileira fechou em alta na sessão. O Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, subiu 0,68%, para 51.858 pontos.
BC BRASILEIRO
Em nota divulgada nesta terça (24) após o fechamento dos negócios, a autoridade monetária informou que seu programa de leilões de swap cambial, por meio do qual diariamente são oferecidos ao mercado novos contratos que equivalem a uma venda futura de dólares, será suspenso a partir do próximo dia 31.
A decisão reforça a linha adotada pela equipe econômica do governo de não segurar artificialmente o dólar, o que já havia sido sinalizado pelo ministro Joaquim Levy (Fazenda).
"O comunicado do Banco Central confirma rumores que já circulavam no mercado, mas deixa aberta a possibilidade de intervenção quando o BC julgar necessário para estabilizar a moeda", afirma.O fim das intervenções na data anunciada já era previsto.
(Folhapress)
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