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Jornalista paraense é agredida pela PM-SP

Recebido em sessão pública da Assembleia Legislativa de São Paulo nesta sexta (27), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi vaiado por manifestantes, que acabaram retirados à força por policiais militares. A jornalista paraense

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Recebido em sessão pública da Assembleia Legislativa de São Paulo nesta sexta (27), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi vaiado por manifestantes, que acabaram retirados à força por policiais militares. A jornalista paraense Luka Franca, que estava no ato, foi arrastada pelos PMs.

Enquanto era apresentado pelo presidente da Assembleia, deputado estadual Fernando Capez (PSDB), Cunha começou a ser vaiado por manifestantes, que ocupavam a galeria do plenário.

Veja o vídeo do momento da confusão:

Logo em seguida, para abafar o som incômodo, os políticos presentes aplaudiram Cunha. O deputado iniciou a fala, mas foi interrompido diversas vezes aos gritos de: "O povo quer falar, Constituinte já!".

"A educação manda que a gente aprenda a escutar, até para que a gente possa discutir", disse o presidente da Câmara, com semblante impassível, sem alterar o tom de voz.

Os manifestantes retrucaram: "Machista, machista, não passarão! Fora Cunha! Corrupto!", gritaram. Dois manifestantes entraram no plenário com uma faixa, mas foram retirados por um policial.

"Muito obrigado pela possibilidade de permitir a minha fala", afirmou Cunha, com um riso irônico.

Manifestantes se beijam para protestar contra a homofobia (Foto: Mídia Ninja)

EMPURRÕES

Em meio à confusão, o deputado estadual Luiz Fernando Machado (PSDB) pediu a Capez que as galerias fossem esvaziadas, ou que a sessão fosse encerrada, já que, segundo ele, a situação era "constrangedora".

O presidente da Assembleia determinou que o público fosse retirado. Policiais militares foram, a princípio, conversar com os manifestantes, pedindo que saíssem. Com a recusa, os PMs empurraram e puxaram pela camisa e pelo braço os cerca de 50 presentes.

Só então Cunha continuou a falar. Disse: "Cumprimentos aos intolerantes, os intolerantes sempre merecem os nossos cumprimentos".

Pelo Twitter, a jornalista escreveu que está bem e que iria fazer um boletim de ocorrência. “Foi tudo muito rápido e confuso. Falei no plenário sobre o ocorrido e agora estou esperando o meu advogado”.

(DOL com informações da Folhapress)

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