O depoimento de um pai indignado repercute nas redes sociais. Jonathan Duran relata que o filho, de oito anos, foi expulso da frente de uma loja na rua Oscar Freire, uma das mais luxuosas de São Paulo, por ser negro.
“O meu filho e eu fomos expulsos da frente desta loja enquanto eu fazia uma ligação porque, em certos lugares em São Paulo, a pele do seu filho não pode ter a cor errada”, disse o pai pela rede social.

Relato do pai já teve mais de mil compartilhamentos no Facebook (Foto: reprodução)
Segundo Duran, a família passeava pela rua e, após comprar um sorvete para o garoto, o pai ligou para a esposa, que estava em outra loja para comprar sapatos. Neste momento, eles ficaram na frente da grife Animale. “A vendedora chegou e falou brava: ‘ele não pode vender coisas aqui'”, contou Jonathan, que ficou chocado com a situação.
“Não importa quantas vezes você lê sobre esses casos de racismo, nada te prepara para o choque quando acontece com seu filho”, disse ele ao site Pragmatismo Político.
“Provavelmente vão dizer que foi um ‘mal-entendido’ (mesmo quando as crianças negras têm o azar dos mal-entendidos sempre acontecerem com elas). No entanto, minha preocupação é quando o ‘mal-entendido’ não é mais com uma vendedora de uma loja, mas com um policial armado”.
Na página da Animale Oscar Freire no Facebook, vários comentários de repúdio surgiram por parte dos internautas. “O racismo continua na moda na Animale? Já é tendência pra próxima coleção”, questionou um internauta.
A marca informou que entrou em contato com o pai, que repudia qualquer ato de discriminação e que está apurando o caso internamente.
(DOL)
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