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Delegado é preso após delação premiada de policial

O delegado Fernando Reis e o perito José Afonso Alvernaz, lotados na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), foram presos nesta quarta-feira (1°). Eles são acusados de integrar um esquema formado por policiais civis que simulava a prática de crimes

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O delegado Fernando Reis e o perito José Afonso Alvernaz, lotados na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), foram presos nesta quarta-feira (1°). Eles são acusados de integrar um esquema formado por policiais civis que simulava a prática de crimes ambientais por parte das empresas e forçava que os funcionários do empreendimento fossem até a delegacia. Lá, eram exigidos até R$ 300 mil para evitar novas investidas policiais no negócio.

De acordo com as investigações, um empresário que se recusou a pagar a propina chegou a ser sequestrado, teve uma arma apontada para a cabeça por um policial e só foi liberado após o pagamento.

Além de sequestro, os policiais vão responder por organização criminosa, extorsão e concussão. Um policial, integrante da quadrilha, aceitou a delação premiada e entregou o funcionamento de todo o esquema de corrupção. Essa é a primeira vez em uma investigação da própria Secretaria de Segurança do Rio e do Ministério Público estadual que um inspetor confessa crimes praticados por um delegado.

Até o fim da manhã desta quarta, os advogados do delegado Reis e do perito Alvernaz ainda não haviam se apresentado à polícia. No momento da prisão, Alvernaz negou a prática de crimes aos policiais da Subsecretaria de Inteligência, da Segurança Pública e aos integrantes das corregedorias Geral Unificada e Interna da Polícia Civil. O delegado Reis, que já foi responsável por todas as delegacias especializadas da Polícia Civil, ou seja, terceiro na hierarquia da instituição, permaneceu em silêncio.

A Justiça também expediu um mandado de prisão para o comissário José Luiz Fernandes Alves. Até às 11h30 desta quarta, ele permanecia foragido. De acordo com os investigadores, os alvos dos policiais eram empresas que "poderiam vir a praticar ou efetivamente causavam danos ao meio ambiente no Estado do Rio". O esquema teria começado em 2012.

(Folhapress)

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