O incêndio que começou quinta-feira (2) em depósitos de álcool e gasolina da empresa Ultracargo, no terminal da Alemoa, em Santos, litoral paulista, se alastrou neste sábado (4) para o sexto tanque, de acordo com informações da empresa. Quatro reservatórios estão em chamas, enquanto dois pararam de queimar. O tanque atingido há pouco tem gasolina, segundo a empresa.
Na mesma bacia de contenção há mais dois tanques. Um deles está vazio e o outro contém etanol. Nenhum deles foi afetado até o momento. Os trabalhos das equipes de combate ao incêndio estão focados no resfriamento do tanque que contém etanol, com o objetivo de deter a propagação do fogo. De acordo com a empresa, o incidente prossegue sem mortos e feridos.
“As companhias que atuam no Porto de Santos estão colaborando ativamente no combate ao incidente por meio da cessão de equipamentos e recursos humanos. Com esse objetivo, as empresas e órgãos públicos mantêm duas frentes regulares de colaboração: o Plano Integrado de Emergência, da Associação Brasileira de Terminais de Líquidos [ABTL], e o Plano de Ajuda Mútua, que engloba também indústrias dos municípios vizinhos de Cubatão e Mauá”, informou a Ultracargo.
O Corpo de Bombeiros informou que continua atuando para tentar conter e apagar o incêndio, iniciado às 10h da última quinta-feira. São 91 homens, que contam com o apoio de caminhões da Baixada Santista e outros enviados de São Paulo, dos quais são lançados jatos de espuma, além de um navio que retira água do canal do Porto de Santos e dois rebocadores. Mais 90 brigadistas de empresas que ficam nas proximidades apoiam o combate ao fogo. Não há previsão para o fim do incêndio, que pode durar mais de quatro dias.
O porta-voz do Corpo de Bombeiros, Marcos Palumbo, disse que a corporação está fazendo todo o possível para atingir os pontos principais do incêndio e tentar extinguir o fogo com a água do canal de Santos. Ele diz que já foram utilizados 4 bilhões de litros de água retirada do mar: “Todos nós ficamos aflitos em apagar logo o incêndio, mas não é assim que funciona. A água evapora antes de chegar ao fogo devido à alta temperatura. O risco principal é o de pegar em outro tanque, tendo em vista o calor de 800 graus. Não é fácil fazer a extinção desse fogo, mas já evoluímos bastante resfriando os outros tanques”. Devido ao incêndio, um dos acessos ao Porto de Santos foi bloqueado pelas autoridades.
(Agência Brasil)
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