O Deputado Federal Jean Willys fez um post no Facebook para explicar o motivo de não ter sentado ao lado do também deputado Jair Bolsonaro, em um voo na tarde desta terça-feira (7). Um vídeo com a cena foi compartilhado por Bolsonaro.
Willys contou a história da jornalista e escritora Patrícia Galvão, a Pagu, presa pela ditadura Vargas sob acusação de "subversiva". Willys relata o episódio no qual o diretor do presídio exigiu que as prisioneiras, em fila, cumprimentassem a mão de Ademar de Barros, que era era conivente e incentivador das torturas praticadas contra os presos políticos. “Quando o diretor do presídio exigiu que ela o obedecesse, Pagu respondeu: "Não dou a mão a carrascos nem a interventores!"”.
“Tenho, em Pagu, uma das minhas referências”, escreveu o deputado do Psol. “Escroques que defendem e estimulam a tortura (crime de lesa-humanidade!); que apoiam regimes autoritários e fascistas; que fazem apologia ao estupro de mulheres; que desrespeitam as famílias de pessoas mortas sob torturas em masmorras de ditaduras; que lamentam que intelectuais de esquerda não tenham sido metralhados; que defendem a violência contra crianças e adolescentes; que aplaudem a degola de presidiários; que estimulam a homofobia e outras violências contra homossexuais; e que financiam, com dinheiro público, sórdidas campanhas difamatórias contra adversários políticos, recorrendo à calúnia não merecem que lhes estendamos a mão nem que sentemos ao seu lado onde quer que seja”.
(DOL)
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