Pesquisa da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) aponta aumento de 17,7% no número de acidentes envolvendo eletricidade, em 2014, em comparação ao ano anterior.
As irregularidades apuradas, relacionadas às instalações elétricas que podem provocar grandes incêndios, levaram o Sindicato do Comércio Varejista de Material Elétrico, Eletrônicos e Eletrodomésticos do Rio de Janeiro (Simerj) a estabelecer parceria com a Abracopel para prevenir esse tipo de acidente.
“O setor de vendas de material elétrico é um braço importante nessa prevenção, porque é nele que o consumidor vai adquirir material para usar em suas instalações”, disse ontem (7) o presidente do Simerj, Antônio Florêncio.
Por isso ele entende que é papel do setor orientar o consumidor, oferecendo a ele material adequado às suas solicitações.
De acordo com a pesquisa, os casos de acidentes fatais com eletricidade subiram mais de 6% ano passado, quando provocaram 627 mortes, ante 592 no ano anterior. Foram atingidos 560 homens e 67 mulheres.
O Nordeste brasileiro liderou o número de mortes por choque elétrico em 2014, com 263 casos (42% do total), seguido do Sudeste, com 125 mortes (20%) e do Sul, com 119 casos (19%). Quanto ao local em que se registram os acidentes, as residências são destaque, com 180 mortes no ano passado.
Florêncio ressaltou que tudo sobrecarrega os circuitos existentes nas instalações, e as pessoas vão dando o chamado jeitinho. “Botam um benjamim, aumentam o disjuntor, o que é um erro crasso, porque o disjuntor é a proteção.
Quando ele desarma, é porque alguma coisa está errada. E as pessoas não avaliam isso e se limitam a mudar o disjuntor. Ficam com uma proteção acima do prudente, a sobrecarga vem, e ele [disjuntor] não desarma, não protege nada. Aí, ocorre o curto-circuito, o incêndio.”
A recomendação do presidente do Simerj é que o consumidor, diante do elevado número de produtos eletrodomésticos que tem em sua casa atualmente, contrate um eletricista registrado no Conselho Regional de Engenharia para avaliar a necessidade de aumentar a carga da residência e, com isso, ampliar a segurança.
“Ou aumentar a carga do próprio prédio ou trocar a fiação por uma que suporte a amperagem demandada a partir da instalação de novos equipamentos”.
Ele alertou que o cuidado deve ser tomado antes mesmo de os novos produtos funcionarem.
(Agência Brasil)
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