O Brasil trabalha para atingir a meta de produção de 2 milhões de toneladas de pescado por ano em 2020. O governo federal reafirmou que o objetivo é fazer com que o país alcance o quinto lugar no ranking mundial de aquicultura.
Hoje estamos na 12ª posição, apesar de no país ter uma das maiores costas marítimas do mundo, além do potencial aquífero, que está entre os maiores do planeta. Ontem, 9, participando de uma sessão de debates na Câmara dos Deputados, em Brasília, o ministro da Pesca e Aquicultura, Helder Barbalho (PMDB-PA), reafirmou o compromisso do governo brasileiro.
De acordo com o ministro, a expectativa é passar das atuais 480 mil toneladas/ano para 2 milhões até 2020.
“Precisamos convencer os governos estaduais que este negócio pode gerar emprego e renda, com baixo impacto ambiental”, salientou o ministro. “O Brasil tem a maior reserva de água doce do mundo, mas tem produção menor do que outros países com oferta de água doce mais reduzida, como o Chile. O Brasil exporta apenas 35 milhões de dólares anuais em pescado, enquanto exporta, por exemplo, 6,6 bilhões de dólares em carne de gado”, ressaltou o ministro.
A pesca natural no Brasil representa hoje uma produção de 765 mil toneladas por ano e o governo federal quer atingir a meta de 1 milhão de toneladas/ano.
Helder Barbalho explicou aos deputados presentes na sessão de debates da Câmara que o pescado é a única proteína animal que vem aumentando sua participação no mercado mundial.
Ele destacou que a pesca pode ser importante estratégia de desenvolvimento para o País. “Podemos crescer de forma absolutamente decisiva nesse setor”, afirmou.
Para chegar a essa meta, o ministério vai continuar implementando a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca, criada por lei em 2009 (Lei 11.959/09), que prevê o desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura como fonte de alimentação, emprego, renda e lazer.
O ministro destacou ainda a necessidade de se investir em estatísticas. “O Brasil precisa saber quanto pesca, onde pesca e o que pesca”, afirmou.
Além disso, outro objetivo do ministério é avançar na implantação do novo Plano Safra da Pesca e Aquicultura para o biênio 2015/2016, para financiar os investimentos no setor.
Durante o debate na Câmara, Helder afirmou que está trabalhando para reduzir em 40% gastos de custeio do Ministério da Pesca para aumentar investimentos na área.
“Estamos fazendo todos os esforços para que a máquina pública do ministério seja enxugada para a efetiva aplicação em investimentos e para que sobrem mais recursos para investimento no setor, dentro do orçamento aprovado pelo Congresso para o órgão”, disse o ministro.
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AÇÕES
Entre as ações previstas, de acordo com as informações do ministro da Pesca, está a implementação de 20 planos de gestão pesqueira neste ano. Hoje existem apenas dois comitês em funcionamento – do atum e da lagosta. Outra meta é a redução do desperdício dos produtos pesqueiros. Hoje, em torno de 20% a 25% do que é capturado já chega ao desembarque sem poder ser aproveitado.
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