A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Municipal de Belém realizou ontem uma audiência pública para discutir e elaborar soluções para atender adequadamente pessoas autistas na rede pública de ensino e de saúde que são garantidos pela Lei 12.764/12, da Política Nacional de proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.
Segundo a vereadora e membro da comissão, Sandra Batista (PCdoB), o motivo da audiência pública foi de mostrar o quadro de como se encontra a situação enfrentada pelas crianças, jovens e adultos autistas da capital.
A comissão levantou um breve estudo em relação ao ensino da rede municipal de ensino, assim como do Centro de Referência de Assistência Social (Cras).
“O quadro de professores é pequeno diante da grande demanda de alunos autistas. Não há nas escolas o material didático, material de pintura e jogos que são necessários para o aprendizado da criança. O quadro de auxiliares para ajudar os professores não existe na educação especializada do município, não há assistentes sociais, nem psicólogos, assim como não há um link entre escola e o serviço de saúde de várias especialidades”, relatou a situação.
A coordenadora do Centro de Referência em Inclusão Educacional, da Semec, Denise Costa, esclareceu que o centro atende 154 alunos com autismo.
Disse ainda que os alunos matriculados são assistidos nas escolas em 43 salas de recursos multifuncionais, local que tem o Atendimento Educacional Especial (AEE)
(Diário do Pará)
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