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PF pede ao STF mais tempo para concluir inquéritos

A Polícia Federal decidiu pedir nesta segunda-feira (13) a prorrogação do prazo para concluir os inquéritos envolvendo políticos suspeitos de participar do esquema de corrupção da Petrobras. A solicitação seria feita ao ministro do STF (Supremo Tribunal

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A Polícia Federal decidiu pedir nesta segunda-feira (13) a prorrogação do prazo para concluir os inquéritos envolvendo políticos suspeitos de participar do esquema de corrupção da Petrobras.

A solicitação seria feita ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki, relator dos processos relativos à Operação Lava Jato na corte.

O tempo inicial para a finalização dos trabalhos era de 30 dias. Caberá a Teori decidir se aceita o pleito da PF e estabelecer qual será o novo prazo, caso o acate o pedido.

A PF avalia precisar de mais tempo para fazer todas as diligências necessárias ao caso. Entre elas, há depoimentos, cumprimentos de mandados e análise de materiais apreendidos, o que costuma ser mais trabalhoso e demorado.

SEM REGISTRO

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse nesta segunda-feira (13), em entrevista coletiva, que não há registro oficial de reunião, nas dependências do ministério ou fora dele, entre o ex-ministro Alexandre Padilha e o ex-deputado federal André Vargas, preso na última sexta-feira (10) na Operação Lava Jato.

Se o encontro ocorreu, disse o ministro, foi fora da agenda oficial. Indagado se costuma receber parlamentares fora da agenda, Chioro disse que não.

Em despacho na semana passada, o juiz federal de Curitiba (PR) Sergio Moro escreveu que há indícios de que o ministério omitiu informação à Justiça, ao não relatar reunião entre Padilha e Vargas que antecedeu a apresentação de uma proposta que beneficiaria a empresa Labogen, ligada a Vargas e ao doleiro Alberto Youssef.

Moro citou entrevista concedida por Padilha ao programa de TV “Roda Viva”, no ano passado, na qual o ex-ministro confirmou tratativas com Vargas.

Chioro negou ter omitido informações ao Judiciário e que o ministério se baseou nos encontros documentados.
Indagado se Padilha será ouvido pelo ministério para esclarecer esse ponto, Chioro disse que “claro que não” e que Padilha é quem poderia ser procurado pela imprensa.

“A ele devem ser perguntadas todas as circunstâncias e tenho certeza de que ele dará todos os esclarecimentos”, disse Chioro.
Segundo o ministro, o órgão já “tomou todas as providências” para apurar o caso Labogen, citando uma sindicância interna e a mudança, em novembro, de uma série de regras sobre as PDPs (Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo), área de interesse de Vargas e de Youssef.

(Agência Brasil)

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