A cidade de São Paulo tem 15.905 moradores de rua, número que representa aumento de 10% em relação ao censo anterior (2011), quando havia 14.478. Em 15 anos, essa população cresceu 82%, saltando de 8.706 em 2000 para os 15.905 atuais.
O novo dado é resultado da pesquisa realizada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), entre fevereiro e março encomendada pela gestão Fernando Haddad (PT).
A pesquisa mostra que a maioria das pessoas nesta situação é formada por homens (82%), enquanto as mulheres são 14%. A maioria delas tem entre 31 e 49 anos (36,6%). Em seguida, com 19,7% estão as pessoas entre 50 e 64 anos. As entrevistas para a pesquisa ocorreram entre as segundas e quintas-feiras, já que nos finais de semana há uma população flutuante de moradores.
De acordo com a prefeitura, mais da metade dos entrevistados são acolhidos em albergues públicos. Para a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Luciana Temer, o aumento foi baixo.
"Não aumentou muito, embora muitos digam que há essa sensação. Antes, as pessoas ficavam escondidas em buracos, hoje elas ficam mais aparentes porque essa gestão não busca um processo de higienização", disse.
Para o chefe de gabinete da Secretaria de Direitos Humanos, Rogério Sotilli, o número está muito abaixo de grandes metrópoles do mundo. "Os jornais mostram hoje que, em Nova York, cresce 10% ao ano", disse.
(Folhapress)
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