As músicas e clipes de funk, no Brasil, cada vez mais se tornam alvo de atenção. Seja por suas letras de conotação sexual ou vídeos que mostram crianças e adolescentes em coreografias apelativas.
Nesta quinta-feira (14), a notícia em destaque na internet foi a proibição da música "Parara Tibum", que levou a MC Tati Zaqui ao sucesso.
A canção - que já teve o clipe retirado do YouTube e não faz mais parte do catálogo do iTunes - havia sido registrada como sendo de autoria da funkeira no Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), no entanto, a detentora da canção "Heigh Ho", de ritmo semelhante, tem autoria de Larry Morey e Frank Churchill.
Também neste ano, em janeiro, o show do funkeiro MC Pedrinho foi cancelado por determinação do Ministério Público do Ceará. O órgão conseguiu liminar para impedir a apresentação do cantor de 12 anos de idade, sob a alegação de que o conteúdo de suas músicas seria impróprio.
Assim como MC Pedrinho, a Justiça também voltou sua atenção para a funkeira MC Melody: de acordo com o Ministério Público de São Paulo, o vídeo da cantora de apenas oito anos de idade apresenta apelação sexual, portanto, impróprio.
Em inquérito, o pai de MC Melody - o também funkeiro MC Betinho - foi citado na investigação, pois, de acordo com o Artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente, é "dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”.
MC Betinho, inclusive, correu risco de perder a guarda da filha.
(DOL)
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