A desigualdade entre regiões e Estados brasileiros está estampada nos mais recentes dados de acesso à internet fixa. De acordo com levantamento da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), feito em março deste ano, 63% do total de residências do Brasil não estão conectadas, sendo os piores índices encontrados na Região Norte e Nordeste, inclusive no Pará.
Segundo a pesquisa, 24,43 milhões de domicílios em todo país estão conectados, apresentando uma média nacional de 37% das casas. Entretanto, no Nordeste e Norte a conexão só está disponível em 17% e 15,71% dos domicílios, nesta ordem.
Na comparação entre Estados, as diferenças são ainda mais gritantes: 65,5% das casas no Distrito Federal têm internet; em São Paulo, 61,6%; no Rio, 46,6%. Ao mesmo tempo, no Pará são 11,4%; no Amapá, 10,3%; e no Maranhão, apenas 9,8%.
No Sudeste, Sul e Centro-Oeste esses indicadores ficam acima da média, com, respectivamente, 50,4%, 42,5% e 38,4% das casas conectadas.
De acordo com o estudo, o elevado preço dos serviços ainda é o que afasta parte da população do mundo digital.
Apesar da pesquisa, dados do Ministério das Comunicações mostram que o crescimento da internet fixa no Norte foi de 126% entre 2010 e 2014, o maior crescimento verificado no país. Já o crescimento no Nordeste foi de 107%.
Nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, os percentuais foram pouco mais modestos, 69%, 52%e 51%, no mesmo período, respectivamente. Segundo o órgão, o crescimento é mais intenso no Norte e Nordeste principalmente porque a base é menor.
(DOL com informações da Folhapress)
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