O Itaú está sendo processado em R$20 milhões por assédio moral de uma funcionária. Segundo a ação, ela teria sofrido um aborto espontâneo em uma agência no Tocantins, em 2010, por causa da pressão sofrida. O banco disse que está apurando os fatos.
De acordo com uma denúncia feita pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Estado do Tocantins (Sintec-TO), a funcionária grávida teria passado mal e abortado durante o expediente.
A ação diz que ela teria sido obrigada a terminar as tarefas antes de procurar um hospital. "Mesmo ensanguentada, não pôde sair da agência até fechar a tesouraria, três horas depois do aborto", diz o Ministério Público do Trabalho de Tocantins, autor da ação. Durante esse período, o feto teria sido guardado em um saco plástico.
A ação movida pelo Ministério Público do Trabalho do estado (MPT-TO) acusa ainda a empresa de sobrecarregar os trabalhadores, não computar horas extras devidamente e punir aqueles que ficam doentes.
OUTRO LADO
Em nota, o banco disse que: "o fato relatado é estarrecedor, fere os mais fundamentais princípios da organização e é inadmissível na nossa ética e cultura de respeito e valorização dos profissionais".
A empresa também afirmou que "o Ministério Público do Trabalho conduziu as investigações sob sigilo, por isso tivemos acesso aos documentos somente nesta manhã (3). Desta forma, iniciamos a apuração dos fatos, inclusive, para aplicação das devidas penalidades funcionais, cíveis e trabalhistas".
(DOL com informações da Exame)
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