Após o linchamento de um homem em São Luís, no Maranhão. O adolescente que também pretendia cometer o crime e se fingiu de morto para não morrer comentou o caso bárbaro.
O RELATO
"Eu tava em casa quando o Xandão me chamou para ir num lugar. Eu perguntei o que era e ele disse que era para entregar uma arma. Eu perguntei onde era e ele me disse que eu ia saber quando chegasse lá. Ele me entregou a arma e depois ela caiu da minha mão enquanto eu entregava para ele. Um cara gritou que a gente era ladrão e outro veio com um pedaço de pau na cabeça dele (Xandão). Aí foi chegando cada vez mais gente batendo, jogando pedra..."
Embora tenha contado que apanhou muito, o adolescente tinha um grande arranhão no lado direito do rosto e alguns arranhões menores espalhados pelo corpo.
Ele diz que teve medo de morrer e fala que se fingiu de morto.
Na Delegacia do Adolescente Infrator (DAI), no bairro que leva o nome de “Madre Deus”, um fato que pode reforçar a “imaturidade” no mundo do crime, pois não há nenhuma ocorrência tendo ele como envolvido.
A delegada Hirana Coelho é a titular e após uma consulta ela confirma que não há outro registro policial contra ele. Ela está há 3 anos na delegacia e já tem até um certo conhecimento de muitos jovens. Tanto que ela responde que nunca tinha visto ele antes, faz um esforço e tira a dúvida depois de uma ligação.
A parceria com Xandão A droga pode tê-lo aproximado de Cledenilson.
A delegada defende que o tráfico de drogas é o responsável por tantas crianças no crime. Já “seu” Antônio deixa escapar. “Ele fumava a chila dele, mas se tu quer saber, ele era muito mais tranquilo depois de fumar. Ele brincava comigo e era mais carinhoso. Ele sempre era, mas depois do cigarro, aumentava.”
(com informações do portal Terra)
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