O blog “tioastolfo” está sendo investigado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, segundo informações do portal IG, publicadas nesta terça-feira (28).
A página dá um passo a passo para homens praticarem estupro contra mulheres, em lugares públicos como escolas e casas noturnas.
De acordo com o órgão, a investigação começou após denúncia recebida pelo promotor Alfonso Presti, que trabalha especificamente na área de crimes contra a intolerância.
No final do ano passado, o promotor também investigou outra página que incentivava o abuso sexual no transporte público, que ficava no Facebook.
"O promotor está verificando com muita cautela as informações postadas para saber se são mesmo verdadeiras", explicou a assessoria de comunicação do MP.
A princípio, a promotoria busca descobrir se identidades dos autores publicadas no site são realmente reais.
Em seu blog pessoal, o jovem que seria apontado como dono do "tioastolfo" nega as acusações e afirma que estão tentando incriminá-lo por algo que não fez.
Segundo o MP, casos como esses não são raros, mas, pelo fato de as páginas serem hospedadas no exterior, costumam ser investigados pelo Ministério Público Federal.
ALUNO DE UNIVERSIDADE
A Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) divulgou nota, na segunda-feira (27), na qual afirma que sua ouvidoria começou a investigar se a página é de autoria de um de seus alunos, conforme foi denunciado.
Além de imagens pornográficas e de vítimas de violência sexual, o blog traz entre seus posts guias de como praticar abusos sexuais na adolescência e textos com títulos como "aprenda a lidar com uma vagabunda", no qual se lê: "Por mais feio, velho e pobre que seja um homem, ele ainda é superior a uma mulher, pois pode quebrar o pescoço da vadia a hora que ele quiser".
Em outro post, o autor dá dicas de como estuprar mulheres na escola "pois, quanto mais cedo você estupra a mulher, menor a probabilidade de ela te contaminar com HIV", além de armas que podem ser usadas para intimidar a vítima.
Na página, também é incitado o racismo, a homofobia e o antissemitismo.
(DOL com informações do IG)
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